terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vivo usa Tufão em anúncio

A Vivo publicou na segunda-feira na internet um vídeo com o ator Murilo Benício, interpretando o personagem Tufão da novela Avenida Brasil, da TV Globo. Na peça que estará disponível apenas pela web nos canais da marca, o ator lamenta ser "sempre o último a saber das coisas". "O Brasil inteiro sabia, estava tudo debaixo do meu nariz e eu nem desconfiava", diz.



No meio do filme, "Tufão" é interrompido por uma mensagem no celular, avisando que precisa ver as fotos anexas, em referência às traições de sua mulher Carminha, interpretada por Adriana Esteves na novela. "Essas fotos eu já vi", afirma ele sorrindo. O ator finaliza com a assinatura "Com Vivo Sempre Internet, você se conecta todo dia, o dia todo, entendeu?".

"Acreditamos que para não perder nada nosso cliente precisa estar conectado todos os dias", afirmou Cris Duclos, diretora de imagem e comunicação da Vivo. A ação é assinada pela VML em parceria com a Y&R. "Usamos o carisma e a popularidade do ator Murilo Benício para chamar a atenção do público e gerar o compartilhamento do vídeo", disse o vice-presidente de criação da VML, Vitor Knijnik.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Coca-Cola é a marca mais valiosa do mundo

As marcas mais valiosas do mundo estão no setor de tecnologia. Cinco das dez primeiras posições no ranking elaborado pela consultoria Interbrand foram ocupadas por empresas do setor, porém o primeiro lugar ficou com a Coca-Cola. A marca apresentou uma valorização de 8% em relação ao ano passado, alcançando US$ 77,839 bilhões.
Não muito longe desse valor, está a Apple, com valorização de 129%, a marca é considerada a segunda mais valiosa com seus US$ 76,568 bilhões. Além da Apple, entre os dez primeiros estão a Google (4.º lugar, com US$ 69,726 bilhões), a Microsoft (5.º, com US$ 57,853 bilhões), a Intel (8.º, com US$ 39,385 bilhões) e a Samsung (9.º, com US$ 32,893 bilhões).
Em terceiro lugar ficou a IBM com valorização de 8% e valor estimado em US$ 75,532 bilhões. Seria mais uma marca do setor tecnológico, porém a Interbrand considera que a empresa atua no setor de Serviços e Negócios. Completam a lista das dez principais a GE (6º lugar, com US$ 43,682 bilhões), o McDonald’s (7º lugar, com US$ 40,062 bilhões) e a Toyota (10º lugar, com US$ 30,280 bilhões).
Segundo a consultoria, as marcas de tecnologia são as que apresentam os maiores ritmos de crescimento nos últimos anos. As quatro maiores valorizações em relação ao ano passado são do setor, a Apple com 129%, a Amazon com 46%, a Samsung com 40% e a Oracle com 28%.
O setor automotivo também está bem colocado, depois da Toyota, a marcas alemãs Mercedes-Benz (avaliada em US$30,097 bilhões) e BMW (US$ 29,052 bilhões) ficaram em 11º e 12º lugar, respectivamente. O mesmo não ocorreu com as marcas de serviços financeiros, pois além do impacto causado pela crise econômica global, escândalos como da Libor mancharam a reputação de marcas líderes no setor. A marca mais bem colocada da categoria é a American Express em 24º lugar, com valor de US$ 15,702 bilhões.
Segundo a Interbrand, nenhuma empresa brasileira conseguiu entrar para a lista das 100 mais valiosas marcas internacionais.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Como converter visitantes online em compradores

Quando potenciais clientes pesquisam na internet por Botox ou depilação a laser na região da grande Nova York, é fácil encontrar a Verve Medical Cosmetics. Mas o site da empresa obteve mais sucesso atraindo visitantes do que convertendo esses visitantes em novos clientes, segundo Michele Bracci, diretora de marketing e esposa do fundador da empresa, o Dr. Stephen Bracci.
Assim, o casal decidiu remodelar o site. No ano passado, eles enfatizaram as qualidades que, em sua opinião, fazem o negócio se destacar frente a outras empresas de estética não-cirúrgica. Eles acrescentaram fotos de antes e depois, detalharam as qualificações de Stephen e seus 12 anos de experiência, divulgaram o endereço físico da clínica na página principal e deixaram mais visível a oferta de uma consulta grátis.
E o mais importante: eles moveram o número de telefone da empresa para o canto superior direito da página inicial, com um estímulo proeminente: "Ligue para nós".
"As pessoas realmente não querem preencher um formulário", explicou Michele. "Elas querem ligar e conversar com alguém que tenha conhecimento. Nós sabíamos o que nos tornava diferentes, mas não estávamos fazendo um bom trabalho para exibir isso."
Após a reformulação, comparando os primeiros trimestres de 2011 e 2012, a Verve experimentou um aumento de 20 por cento no número de clientes qualificados por telefone a partir do site e um declínio de 18 por cento na taxa média de rejeição – o percentual de visitantes que deixa o site após visitar apenas uma página.
Hoje, funcionários monitoram mensalmente as métricas do site e rastreiam onde os clientes ficaram sabendo da empresa.
"Decidimos, num estágio inicial, que nos manteríamos antenados a tudo isso", disse Michele Bracci.
Com o uso generalizado da internet de consumo entrando em sua terceira década, a maioria dos pequenos empresários conhece a importância de um site eficiente e sabe encontrar maneiras de atrair tráfego. Mas muitos lutam com o desafio de converter tráfego em receita – ou cometem o erro de ignorar conversões da web enquanto gastam dinheiro para atrair mais visitantes.

"Um dos maiores erros que vemos é as pessoas não medirem as conversões de seus sites", explicou Gabriel Shaoolian, presidente da Blue Fountain Media, empresa de marketing online em Nova York que trabalha com a Verve. "Muito dinheiro é desperdiçado dessa forma."
Saiba como os visitantes usam o seu site
Os três elementos mais importantes para uma pequena empresa na web, segundo Shaoolian, são políticas sólidas de garantia e retorno, um atendimento ao cliente receptivo e um número de telefone bem destacado no topo de todas as páginas. Mesmo empresas business-to-business, disse ele, devem investir em mensagens claras, desenvolvendo algumas frases curtas que abordem diretamente as necessidades do cliente e sejam acompanhadas no site por um chamado à ação, como "ligue para nós" ou "veja nosso portfólio".
A meta, continuou ele, é que os donos da empresa tragam aos esforços online o mesmo rigor e atenção detalhada que empregam off-line. A maioria dos proprietários de lojas de varejo pode lhe dizer o que seus 10 últimos clientes compraram e quais prateleiras eles examinaram, explicou ele, mas quando se trata de seus sites, muitos deles não têm nem ideia.
A Mass Firearms School em Holliston, Massachusetts, faz campanhas em televisão, rádio e impressos, mas a maioria dos clientes que entra pela porta já visitou seu site, afirmou Steve Hathaway, diretor da empresa de treinamento de segurança para armas de fogo.
"Acreditamos que nosso site é um dos maiores geradores de negócios para a nossa empresa", completou ele. "O site é a pista de pouso para todas as outras campanhas de publicidade."
O principal objetivo da empresa para o site é comunicar profissionalismo.
"Quando as pessoas vêm a nós, elas esperam que nós lhes ensinemos um tópico bastante sério, o uso seguro de armas de fogo", disse ele. "É realmente importante para nós que a experiência de navegação para o consumidor seja muito positiva, que eles possam encontrar seu caminho, que eles entendam o que somos como empresa."

Hathaway criou ele mesmo o site original, com base em seu conhecimento de programação da década de 90 e limitadas habilidades de design.
Após uma renovação profissional há dois anos, que atualizou o design e permitiu que os clientes navegassem e se inscrevessem em aulas online, houve um aumento de 58 por cento (comparando 2011 com 2010) no número de conversões de clientes e uma queda de 30 por cento na taxa de rejeição. A empresa recentemente abriu um centro de tiro esportivo, então Hathaway quer estar preparado para o crescimento e pretende avaliar o site regularmente.
Avalie sua reformulação
É importante trabalhar de perto com seus fornecedores de marketing nas mensagens e palavras-chave adotadas por sua empresa, segundo Michael Reiss, fundador da Landover Associates, , empresa de recrutamento tecnológico em Nova York.
Numa recente reformulação de web, o consultor da Landover posicionou inadvertidamente a firma como uma recrutadora de tecnologia da informação. Isso resultou em contatos inadequados e clientes para trabalhos de infraestrutura, e não para os desenvolvedores de software e engenheiros que a empresa na verdade recoloca.
"Você é quem conhece melhor o seu negócio", afirmou Reiss. "É preciso garantir que o modelo de negócio seja comunicado adequadamente. Tenho certeza de que tivemos um atraso de alguns meses porque eles me viam como uma empresa de TI."
Além da reformulação, que incluiu um visual mais limpo e botões de ação mais destacados, como "enviar currículo", a Landover também estabeleceu um número de telefone integrado com a internet – para identificar quais chamadas eram resultado de visitas online, facilitando a quantificação do impacto da renovação. No total, segundo Reiss, as chamadas aumentaram 54 por cento e as indicações via redes sociais saltaram 44 por cento.

O Dungarees.net, que vende roupas de trabalho, incorporou avaliações de produtos (feitas pelos clientes) no design de seu site e introduziu uma campanha de recomendações no ano passado, explicou Darren Baldwin, gerente de comércio eletrônico da empresa.
Baldwin descobriu que o tempo gasto numa página de produto aumentou 10 por cento com a adição das avaliações de clientes. Para estimular mais envolvimento, O site começou a enviar e-mails aos clientes após uma compra, pedindo que eles avaliassem seus novos produtos.
O site também adotou a plataforma iGoDigital para determinar recomendações apropriadas aos clientes, com base em itens que eles acessaram, compraram ou colocaram em seu carrinho de compras. O sistema também envia recomendações a clientes que abandonaram um carrinho de compras, estratégia que, segundo Baldwin, gerou uma taxa de conversão de vendas de 17 por cento – frente a 6 por cento com os e-mails corporativos não-personalizados.
Encontre clientes que estão prontos
A Dungarees.net foca em palavras-chave específicas para que o site apareça em buscas quando os clientes já estão prontos para comprar certo item, em vez de atingir pessoas durante a fase de pesquisa de suas compras. Por exemplo, em vez de focar em buscas por "jaquetas de trabalho" ou "jaquetas Carhartt", o site coloca seus anúncios em buscas por "Carhartt J140", o código de um popular estilo de jaqueta feita pela Carhartt.
A ConstructionDeal.com, que conecta empreiteiros a clientes, personalizou de maneira parecida a experiência de compra para criar promoções e ofertas relevantes, disse Aaron Rose, vice-presidente de marketing para o site de Los Angeles. Por exemplo, usuários que assistirem a um tutorial sobre marketing em redes sociais receberão um e-mail promocional relacionado ao conteúdo acessado.
"Nós identificamos especificamente cada um de nossos usuários e suas atividades", explicou Rose. "Somos capazes de desencadear promoções mais relevantes e direcionadas, seja por e-mail ou por telefone." Como resultado, disse ele, o número de pessoas que se inscreveu para uma conta grátis aumentou significativamente – de 6 a 8 por cento dos visitantes para até 15 por cento.

domingo, 23 de setembro de 2012

Classes C, D e E usam mesmos serviços pessoais da A

O uso de serviços pessoais, como cabeleireiro, manicure, estética, academia de ginástica e conserto de roupas, entre outros, é elevado e está disseminado entre todos os estratos sociais, dos mais ricos aos mais pobres. Entre 84% e 91% das famílias de menor renda, das classes C, D e E, usam hoje esses serviços. Nas classes de maior poder aquisitivo, A e B, esse indicador varia entre 92% e 95%, aponta a pesquisa sobre o perfil de consumo das famílias brasileiras, realizada pela Kantar Worldpanel.
"O porcentual de uso dos serviços pessoais é muito parecido entre os diferentes estratos de renda", afirma Christine Pereira, diretora comercial da empresa de pesquisa. Em três anos, entre 2009 e 2012, cresceu três pontos porcentuais, de 86% para 89%, o total de domicílios brasileiros que declararam usar esse tipo de serviço. E, praticamente, houve aumento no uso de serviços pessoais entre todas as classes de renda.
Movimento semelhante, porém restrito às classes de maior poder aquisitivo, ocorreu entre 2009 e 2012 com serviços de empregada doméstica. Em 2009, por exemplo, 35% das famílias das classes A/B1, com renda média mensal de R$ 5.666,20, tinham empregada doméstica. Esse índice para as famílias da classe B2, com renda média mensal de R$ 3.668,10, era de 9%. Hoje, esses indicadores subiram para 47% e 14%, respectivamente.
A pesquisa, baseada em coletas semanais em 8,2 mil domicílios de todo País, revela que as classes de menor renda não contratam serviços domésticos e, na maioria das vezes, são elas as prestadoras desses serviços.
A maior demanda por serviços domésticos e pessoais, puxados inclusive pelos estratos mais pobres da população, cria uma certa resistência à queda da inflação dos serviços. No Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial de inflação apurada pelo IBGE, os preços dos serviços são tidos como vilões da inflação. No ano até agosto, a inflação dos serviços foi de 5,72%, enquanto o IPCA acumula alta de 3,18%. Em 12 meses até agosto, os serviços ficaram 8,78% mais caros. Já no mesmo período, a inflação oficial aumentou 5,24%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Conar adverte TIM por chamar Vivo de "morto" em propaganda

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) advertiu a TIM por um anúncio veiculado em um jornal da Baixada Santista (SP) em que a empresa teria chamado a Vivo, sua principal concorrente, de "Morto". Antes mesmo de julgar o caso, o Conar solicitou a retirada imediata do anúncio.

Segundo o conselho, na última quinta-feira a TIM fez um anúncio publicitário em que colocava as condições do plano "TIM Fixo Ilimitado", comparando-as com a de concorrentes. Contudo, no espaço reservado para colocar o nome da empresa concorrente o anúncio trazia escrito a palavra "Morto". Sentindo-se atingida, a Vivo resolveu levar o caso ao órgão regulador.

De acordo com o Conar, as campanhas publicitárias podem continuar sendo exibidas enquanto estão sendo julgadas, mas o relator responsável por este caso resolveu solicitar a sustação do anúncio em caráter liminar assim que recebeu a reclamação. Ao receber a recomendação a TIM afirmou ao Conar que o anúncio seria retirado mesmo sem a solicitação.

Além disso, a empresa disse ao Conar que a campanha foi veiculada sem autorização do departamento de marketing da TIM, mas não informou quem foi o responsável pelo anúncio no jornal.

Em nota, a TIM reforçou que o anúncio veiculado na Baixada Santista não foi aprovado pela área de marketing da companhia. "A TIM já contatou o parceiro WB/Cell, que produziu e veiculou o anúncio, determinando a imediata suspensão da sua veiculação e uso", diz o comunicado. A operadora diz ainda concordar e apoiar a decisão do Conar.

sábado, 8 de setembro de 2012

Entrevista:" Logo da Copa do Mundo fará mal ao branding do Brasil"


A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 colocarão, como todos já sabem, os olhos do mundo sobre o Brasil. Será, portanto, uma grande oportunidade para o país – e suas empresas – mostrarem aos quatro cantos suas marcas e ganhar com isso.
Mas, segundo o publicitário Luis Grottera, CEO da Brandia Central do Brasil e ex-presidente da TBWA\BR, os dois eventos se contrapõem no trabalho de branding. Enquanto os Jogos Olímpicos caminham para o sucesso, a Copa do Mundo dá sinais de fracasso.
- A logomarca da Copa do Mundo é simplesmente horrorosa, diz nesta entrevista ao Poder Econômico.
Poder Econômico – Qual o gap entre branding no Brasil e nos EUA? Em quantos anos veremos uma empresa brasileira no estágio atual de uma Apple, por exemplo?
Luis Grottera – O centro de branding do mundo – onde ele está mais desenvolvido – é o eixo Londres e Nova Iorque. O Brasil, hoje, tem uma estrutura de comunicação fortemente dirigida para a mass media, que favorece prioritariamente as agências de publicidade. O branding em si ainda não se desenvolveu o quanto deveria, mas pouco a pouco já podemos perceber alguns avanços. Em quantos anos veremos uma empresa brasileira se equiparando aos padrões da Apple? Pode parecer absurdo, mas não acho que estejamos tão longe – claro, não no mesmo segmento de mercado, porque tecnologia ainda não é o forte do Brasil. Do ponto de vista exclusivamente do branding, temos como um ótimo exemplo a marca Havaianas. Trata-se de uma empresa que se desenvolveu fortemente a partir dos conceitos de branding e, hoje, tem um posicionamento, tanto no país como no exterior, bastante solidificado. É um case de sucesso espetacular.
Poder Econômico – Em geral, como se posicionam as marcas brasileiras com relação a branding?
Luis Grottera - As empresas brasileiras estão em fase primária de conhecimento do que seja, de fato,branding. Pouco a pouco, algumas empresas de elite – não obrigatoriamente as maiores, mas as que pensam mais no futuro em relação às que pensam de maneira mais atrasada – estão começando a conceber e entender o conceito de branding e diferenciá-lo da comunicação tradicional. Ainda é muito comum executivos do mercado brasileiro acharem que branding e publicidade são a mesma coisa ou, pior, que branding se limite a desenhar uma nova marca ou re-estilizar a atual quando, na verdade, o design da marca é apenas a ponta do iceberg. O que faz o branding ser uma metodologia do futuro e vitoriosa em todo o mundo é justamente o fato de que trabalha a alma da empresa, e não apenas seu visual. Hoje, as marcas precisam se fazer entender por tudo que elas transmitem, se comunicando, também, sem palavras.
Poder Econômico – Os grandes eventos como Copa e Olimpíadas podem ajudar as marcas brasileiras a ganhar projeção internacional? As empresas estão bem preparadas para isso?
Luis Grottera - Não tenho muita certeza do porquê isso aconteceria. O fato de o mundo inteiro estar olhando para o Brasil durante esses dois eventos significa que o Brasil vai estar em destaque, não necessariamente as empresas brasileiras. As marcas que estarão realmente em evidência são as marcas globalizadas, como Adidas, Mc Donald’s e Coca-Cola. Uma outra maneira de olhar esse assunto é pensando em termos de Place Branding – traduzindo, a criação da marca de um determinado lugar. Um evento desse porte, com transmissão global de televisão, é uma importante ferramenta de divulgação da cultura de um país – suas capacidades, pontos turísticos, e hospitalidade. Por muitos anos, essa imagem positiva, pujante e bonita, ficará na memória de centenas de milhões de pessoas mundo afora. Assim, só faz algum sentido sediar eventos desse porte se estiverem com os objetivos voltados para o Place Branding de seu país; ou seja, se tiverem como intuito desenvolver a marca do Brasil no exterior. Mas precisamos, antes, pensar a respeito: desenvolver uma marca do quê? O que queremos dizer sobre o nosso país? Antes de mais nada, temos que saber quais são os nossos ícones. A marca, no caso do Brasil, tem que ter a ver com um país que seja simpático, alegre, desenvolvido. Sim, um país emergente, mas desejando entrar no primeiro mundo.
Poder Econômico – E o branding para Copa e Olimpíadas está no caminho certo para esse objetivo?
Luis Grottera - Uma das maneiras mais eficazes de se passar essa mensagem é através da própria logomarca do evento. Nesse sentido, temos como um excelente exemplo a logomarca das Olimpíadas de 2016, que traduz o espírito brasileiro e está em linha com o que se vê de melhor no mundo. Na contramão, temos a logomarca da Copa do Mundo de 2014 – evento que mais terá audiência no exterior -, que é simplesmente horrorosa. Uma vergonha de feiura, de mau gosto, de antiestética e não conceitual, que certamente não fará bem algum ao branding do Brasil.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Nestlé e Samsung são as marcas preferidas da classe C

De olho na nova classe média brasileira, o Data Popular realizou um levantamento para verificar quais marcas se beneficiaram com o crescimento do consumo dessa fatia da população.

A pesquisa divulgada nesta quarta-feira, durante a 10ª edição do Congresso Nacional das Relações Empresa-Cliente (Conarec), apontou que a Nestlé é a preferida, sendo citada por 4,1% dos entrevistados, seguida por Samsung (3,9%) e Adidas (3,7%). Foram ouvidas 22 mil pessoas em 153 cidades pelo Brasil.

De acordo com o Data Popular, 54% dos entrevistados se preocupam com a marca dos alimentos, 47% consideram a empresa na hora de comprar computadores, 45% antes de adquirir o automóvel e 41% para eletrônicos. Porém, apenas 37% dos entrevistados afirmaram dar atenção à marca dos sapatos.

Segundo a pesquisa, existe uma diferença entre o gosto dos homens e das mulheres da nova classe média. Eles citaram marcas de tênis, roupas de esporte e eletrônicos, enquanto elas apontaram alimentos, cosméticos e roupas.

O Data Popular constatou que a classe média brasileira cresceu de 42% da população em 2004 para 53,9% em 2011, ganhando parte dos antigos pertencentes à classe D, que apresentou declínio de 41,3% para 31,1% no mesmo período. Conforme projeção do instituto, em 2014 a classe C será representada por 58,3% dos brasileiros, enquanto 26,8% estarão na D.

Entre 2004 e 2011, o crescimento no número de pessoas na classe C impulsionou as compras, fazendo com que a nova classe média atingisse R$ 1,03 trilhão em consumo no ano passado. A cifra corresponde a um crescimento de 228,3% nos gastos com produtos e serviços nos últimos sete anos.

O carrinho de compras da nova classe média também mudou de 2001 para 2012. A classe AB comprava 35 categorias diferentes de produtos, a C 27 e a DE 19 há 11 anos. Agora, a AB leva para casa 45 categorias, a C 42 e a DE 40.